Por que não compensa abrir um MEI, para atuar no mercado digital (inibe o crescimento da sua empresa).

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O regime de abertura de empresas em Microempreendedor Individual (MEI) foi uma forma que a Receita Federal do Brasil criou para permitir que os microempreendedores que trabalham sozinhos pudessem formalizar suas atividades, entrar para o regime de tributação do Simples Nacional e gozar de direitos trabalhistas como auxílios e Previdência Social.

Entretanto, se você tem intenção de atuar no mercado digital, esta modalidade de CNPJ pode não ser a mais indicada.

Neste texto, explicaremos como profissionais do mercado digital podem abrir suas empresas, evitando o Microempreendedor Individual (MEI). Confira!

MEI limita o crescimento do seu empreendedorismo

A modalidade MEI é indicada para profissionais liberais, autônomos que normalmente trabalham sozinhos e têm seu rendimento apenas para si. Com isso, eles pagam um valor fixado de ICMS, por volta de R$ 5 e mais R$ 45 de contribuição previdenciária. Desta forma, o gasto mensal que um MEI tem fica por volta dos R$ 50 até o momento.

Entretanto, como contrapartida, este empresário não pode ter um faturamento maior do que R$ 81 mil no ano (R$ 6.750 ao mês), e pode ter no máximo um empregado. Além disso, não pode fazer parte de mais nenhuma sociedade ou ser proprietário de outro negócio.

Como você pode ter percebido, cadastrar-se como Microempreendedor Individual custa muito barato, mas impede que a sua empresa cresça. Se o seu negócio crescer, será necessário se desvincular desta modalidade e lidar com toda a burocracia da expansão do negócio.

Além disso, existe também um problema de natureza legal: Contadores e Técnicos de Contabilidade foram excluídos do regime de MEI a partir do dia 1º de Janeiro de 2018. Ou seja, todo profissional de contabilidade que estivesse matriculado nesta modalidade teve que se desvincular para se articular a outro regime de tributação empresarial.

Mas então como abrir sua empresa para atender na era digital?

Tudo isso dependerá das pretensões de crescimento do seu negócio. Como sua empresa ainda será micro ou pequena por algum tempo, você ainda poderá estar matriculado no Simples Nacional, porém, não como MEI. Com isso, o seu CNPJ poderá pagar de forma conjunta os impostos ICMS, PIS, Cofins e ISS.

Você poderá ainda decidir se o seu regime de tributação será praticado com alíquota por lucro real ou por lucro presumido. No momento de escolher sobre as diferentes formas de pagar seus impostos, vale o seguinte raciocínio:

Lucro Real: sua empresa terá faturamento baixo neste ano fiscal. Com isso, o lucro será cobrado a partir de uma porcentagem real de seu faturamento. Se a empresa faturar mais do que o esperado, você pagará mais impostos.

Lucro Presumido: a porcentagem de juros é definida antes mesmo do faturamento final. Ou seja, é o melhor regime se a sua empresa for faturar muito, pois o valor do imposto será fixo, independentemente de quando o seu negócio renda. Entretanto, se o faturamento ficar abaixo das estimativas, a empresa perde dinheiro. Por isso, é necessário se planejar!

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